30 janeiro 2013

Will 2013 mark the year of meaningful climate action finally?


It is easy to be discouraged and believe that nothing changes, and yet if we pay attention, we see different developments that mark a shift in consciousness and behavior.  A recent sign is the article in the Financial Times today, reporting that a major US pension fund is considering selling its holdings in some of the largest oil and gas companies because of the threat posed by climate change.  This is shareholder activistm at work.  And this reinforces Obama’s call for a response to the climate challenge in his inaugural speech; he termed this a responsibility to posterity. 

 However, this is not just a matter of the selling of shares or policy declaration.  This has ramifications for all of us.  What does it mean in terms of how we consume, how we move about, how we live? These are transformational times at various levels. We all need to ponder on this. 

28 janeiro 2013

As palavras que é preciso ouvir, para que nos inquietemos



A Prof.ª Manuela Silva deu ontem (dia 27) uma entrevista à Radio Renascença que  não pode passar desapercebida por quem se inquieta e necessita de ser inquietado acerca dos caminhos de deriva (ideológica) por onde tem vindo a ser levado o nosso país.

A entrevista pode ser ouvida aqui. São 25 minutos de libertação de angústias!

Entre outras questões relevantes destaco:

- As razões apontadas segundo as quais o Estado Social não pode ser posto em  causa, embora se deva pensar que as suas questões de eficiências nunca devam ser descuradas;

- A discussão que tem (ou não tem) vindo a ser feita ignora objetivos para se fixar, apenas, em meios (as despesas);
- Parte de pressupostos ideológicos preconceituosos, sem nunca ter a a coragem de fazer a sua explicitação  ;
- As armadilhas do Relatório do FMI;
- A necessidade garantir a universalidade dos bens públicos;
- A seleção discriminatória dos doentes nos hospitais privados, quando se pretende que estes substituam a oferta pública;
- As contradições de objetivos que enferma a política de austeridade;
- A concentração de património e de riqueza e o retrocesso civilizacional na progressividade dos impostos;
- Os bloqueamentos cada vez mais reforçados da política que conduz ao empobrecimento do país;
- A emigração e as reformas antecipadas como processo de aceleração desse empobrecimento quando se sabe que aí estão envolvidas parte dos nossos técnicos mais qualificados;
- As políticas do Governo e o afastamento das realidades do país;
- O deficit da comunicação social quando trata apenas da espuma superficial, sem cuidar do que passa por baixo;
- A existência de reflexão e alternativas que tem vindo a ser realizada pela comunidade académica (Rede Economia com Futuro) e outros grupos da sociedade Civil, como é o caso do grupo Economia e Sociedade, que anima este blogue.

Já agora vale a pena prestar atenção à importante  entrevista do Prof. João Ferreira do Amaral, dada ao Jornal Público (27-01-13) e cuja referência pode ser encontrada aqui
 

25 janeiro 2013

From Numbers to People and Back to Numbers


Manuela Silva in her blog of yesterday argues, as she has tirelessly done for a long time, of the importance of looking at the people behind economic numbers.  And Manuel Brandão Alves in his blog of today poses questions relating to recent financial market euphoria.  Even the President of the European Central Bank, Mario Draghi, has commented that the success currently being experienced in financial markets has yet to filter down to the people in the economy.

 
Our economic model is based primarily on debt and consumption.  It needs to evolve into one built on investment, production and jobs, on real wealth creation.  In the face of dire economic growth figures, Chancellor George Osborne of the UK has acknowledged that the government perhaps made a mistake in cutting investment too drastically in the wake of the financial crisis and that infrastructure spending has to resume.

 
This was Keynes’ contribution following the Great Depression.  He believed that government had to keep the economy going through capital investment, thus benefitting the economy through the multiplier effect.  When the economic crisis occurred in 2008, some were hopeful that the investment paradigm would shift to a more sustainable model, with focus on capital investment and long-term returns and not financial market activity.  George Soros and James Wolfensohn, both seasoned investors, called for investment in the green economy, in order to help resolve both the economic and the environmental challenges. Unfortunately, this did not happen, even as liquidity flooded the markets.  Now the UK government is recognizing the missed opportunity for capital investment.

 
As long as our current economic model maintains, the debt problem will not be resolved, nor will wealth disparity.  While consumption might make people feel better off - and this revived psychology has been noted in the US with the improved housing market - their balance sheet will not improve, and the environment suffers.  Until the following debt crisis, banking profits resume and monetary gains will accrue to corporate profits, thus benefitting portfolio investments.  Portfolio returns can be illusory until the next financial collapse, but real investment returns secure a better future.  This is the original premise of investment, which we have forgotten as financialization of the economy gained ground.  Numbers are important, but so are the people behind them.

 

Como o “regresso aos mercados” incentiva a construção de “ninhos atrás das orelhas”

Não se tem falado de outra coisa: o êxito do regresso aos mercados por parte de Portugal.

Dizem os mais credibilizados comentadores que se outro mérito não tivesse, este regresso tem, pelo menos, o de mostrar às instituições que se relacionam com a economia e sociedade portuguesas, que o nosso país já se encontra em condições de poder suportar a prova de fogo que são “os mercados” dispensando, por isso, progressivamente, a mãozinha protetora das instituições que a troica representa.

Será mesmo assim?

A emissão do dia 23 de Janeiro consistiu na colocação no mercado financeiro de títulos de dívida pública portuguesa (obrigações do tesouro), com um horizonte temporal de reembolso de 5 anos, tendo por trás um sindicato de quatro bancos estrangeiros que tomariam firme o montante que o Estado queria obter, caso o mercado não desse a resposta que se esperava. Não se chegou, no entanto, a saber qual seria a taxa que o sindicato exigiria para ficar com a dívida caso ela não fosse colocada, mas seria certamente superior à que veio a ser fixada pelo mercado. De outro modo, não era preciso ir ao mercado.

O que é certo é que o mercado revelou uma procura de títulos quatro vezes superior à oferta que o Estado português queria colocar (mais de 10 mil milhões, contra 2,5 mil milhões) e veio a fixar a taxa de juro em 4,89%.

Vale a pena interrogarmo-nos sobre se euforia em torno desta ideia de regresso aos mercados é justificada. Com efeito, o financiamento obtido pelo Estado tem vindo, há cerca de ano e meio, a ser obtido, quer por via do empréstimo da troica, quer por via de empréstimos de curto prazo obtidos no mercado. Portanto, não houve regresso, porque já lá estávamos; houve regresso sim, mas aos mercados de compra de títulos de maturidade longa (neste caso de 5 anos).

É isto uma grande vitória? Nem tanto. Não podemos esquecer que uma parte substancial dos méritos da colocação da dívida se deve às intervenções do Banco Central Europeu no mercado secundário, ou da sua disponibilidade para essa intervenção. Seria bom sabermos em que condições se processaria o regresso ao mercado caso esta intervenção ou a sua ameaça não existissem, mas isso não é revelado.

Relativamente à taxa de juro obtida de 4,89% não parece que as trombetas devam sair dos armários. A taxa de juro do empréstimo da troica tem uma taxa média de 4% e para horizontes temporais muito mais longos, que podem ir até aos 12 anos. Quer dizer, estando Portugal em situação difícil no que diz respeito ao cumprimento do serviço da dívida, estamos perante uma operação que vem agravar o custo desse serviço.

Este regresso tem sustentabilidade? As maiores dúvidas devem ser colocadas. Em primeiro lugar porque o êxito da colocação da dívida assenta num empobrecimento generalizado do país, o que justifica que se pergunte se com uma situação económica e social como a que observamos vai alguma vez ser possível criar riqueza que permita que a dívida existente possa vir a ser paga.

Não esqueçamos que se tem afirmado que uma dívida só pode ser paga se a economia crescer a uma taxa equivalente à taxa de juro média da dívida, em todas as maturidades. Admitamos que é de 3%. Onde é que está prespetivada a taxa de crescimento de 3% nos próximos tempos?

Ora, se a economia não crescer, não vai haver dinheiro para pagar a dívida e os seus juros, e será necessário continuar a vender mais dívida para pagar a dívida anterior e o seu serviço, e para financiar os compromissos do Estado, ainda que alguns deles possam ser considerados ilegítimos.

Não esqueçamos que, no mesmo dia em que se anunciam os feitos do regresso aos mercados, o FMI anuncia uma nova projeção em alta da recessão na eurozona e as “agências de rating” consideraram que a economia portuguesa vai continuar a aprofundar a recessão.

Onde está, então, a razão para a festa?

Fazer o ninho atrás da orelha, se alguma explicação é necessária, significa que alguém, que não o proprietário da orelha, quer enganar ou ludibriar o dono da orelha. 

É, por isso, muito assertivo dizer que a questão que consiste em manifestar o regozijo com o regresso aos mercados, mais não é do que construir atrás das orelhas mais ninhos. Também se compreende porque é que o ninho é feito atrás das orelhas. É que o dono das orelhas (nós) só com muita dificuldade consegue ver o que por lá andam a fazer, que é precisamente o que pretendem os construtores de ninhos que não são passarinhos, mas uns grandes passarões.

24 janeiro 2013

Em Contra Corrente: Desenvolvimento e Cultura

À força de tanto se insistir sobre a vertente dos desequilíbrios financeiros e sobre os progressos e retrocessos da ginástica do sobe e desce dos números, corre-se o risco de esquecer o essencial do debate político – as pessoas e os seus territórios; o melhor aproveitamento dos recursos naturais, humanos, científicos e técnicos de que dispomos, mas que não utilizamos ou utilizamos mal; as feridas sociais que se vão abrindo nos ambientes de trabalho, nas escolas, na administração, na convivência social, no estado social, as quais geram desconfiança, mal-estar, perda de coesão social e risco de conflitualidade agravada.

Esquece-se, perigosamente, a necessidade imperiosa de construir um projecto de desenvolvimento e o modo como ele se deve processar, tendo em conta uma clara definição de objectivos e metas a atingir e o maior envolvimento possível dos diferentes actores sociais e da população em geral.

Reconheço que, nas presentes circunstâncias, se trata de um exercício difícil, porque exige a busca laboriosa de um claro consenso político acerca das suas finalidades prioritárias e das correspondentes linhas de orientação estratégica para as alcançar, num contexto nacional, comunitário e mundial particularmente adverso. Porém, o maior obstáculo é que o País está fracturado por múltiplos interesses: classe social, situação geográfica, idade, desigualdade de rendimento e de oportunidades de emprego, acesso à educação, aos cuidados de saúde, à acessibilidade e aos transportes, etc.

Acresce que se incrustou, na mundividência da geração que detém o poder político (governo e oposição), a miopia do interesse pessoal imediato e hedonista, da saloiice da aparência e da ostentação, a tolerãncia da promiscuidade de interesses entre o público e o privado, o culto do dinheiro e das estatísticas… Quem nos governa não tem um conhecimento próximo da realidade humana e social, não gosta dos seus concidadãos, nem se mostra capaz de assumir como suas as necessidades e as aspirações legítimas do próximo. Há uma espécie de vírus, que atravessa também a comunicação social e, indirectamente, contamina a consciência colectiva.

Há que reconhecer que a crise não assume apenas uma expressão financeira ou económica; é uma crise antropológica, de civilização e de cultura, o que não pode ser subestimado na construção do desenvolvimento.

Assim sendo, a busca de consenso político em torno do desenvolvimento implica que se questionem os modelos de produção e de estilo de vida, a repartição das oportunidades de emprego e a afectação do tempo ao trabalho e ao lazer, a importância dada à convivialidade e às relações sociais, o lugar da liberdade pessoal, da autonomia individual e das comunidades locais.

Em síntese: Para nos entendermos acerca do desenvolvimento que desejamos precisamos de um debate acerca do que fundamenta o humano, o seu sentido de vida e de felicidade, Preciamos de um debate sobre a cultura.

21 janeiro 2013

A 10-Step Recovery Plan


Hyman Minsky wrote about the tendency of financial markets to instability, to speculative extremes.  As optimism returns to financial markets, Alan Blinder, a former vice-chairman of the Federal Reserve, reminds us in the New York Times on January 19, 2013 of this and the reason for it: “unlike elephants, people forget.”  He cited Hegel: “people and governments have never learned anything from history.”  I believe we do learn and agree with Oscar Wilde that “experience is the sum of our errors.”  In this renewed market optimism, we cannot forget the lesson that speculative activity leads to collapse and causes pain, and seek to avoid it.  Investment plays a positive role and should not be maligned, but speculation does not.

 
Blinder proposes “10 financial commandments” to help us navigate the financial terrain and to learn from the financial crisis:

  1. Remember that people forget.
  2. Do not rely on self-regulation – the Dodd-Frank Act of 2010 has the potential to change regulation for the better, and the financial industry’s resistance to it must be overcome.
  3. Honor thy shareholders – directors must be reminded of their responsibilities and held accountable.
  4. Elevate risk management – the effort has to come from regulators and management.
  5. Use less leverage – Blinder compares this to alcohol: a bit can have health benefits, but extreme intake can be lethal.
  6. Keep it simple – modern finance profits from complexity, but this hurts confused customers.
  7. Standardize derivatives and trade them on exchanges – derivatives can play a benign role by helping investors to hedge, but they have to be straightforward, transparent and properly regulated.
  8. Keep things on the balance sheet – shadow banking hides risk and regulation should ensure risk is properly represented and supported through adequate capital.
  9. Fix perverse compensation – the bonus system can encourage the taking of monumental risk which leaves the public exposed
  10. Watch out for consumers – financial predators on unsophisticated consumers can undermine the whole economy, as demonstrated by the subprime housing crisis.

18 janeiro 2013

O Rei, o Roque e o FMI

Reis há muitos, uns melhores, outros piores mas, um dos que capta mais atenções é, pelo entretimento que proporciona, sem dúvida, o Rei do tabuleiro de xadrez. 

A origem do Roque nem sempre é consensual, mas parece que poderá ser encontrada na designação anteriormente atribuída à pedra que hoje é designada por Torre. Também se designa por Rock um determinado movimento de pedras que dá vantagem a quem o pode realizar. 

Em qualquer caso, um jogador que não tem nem Rei, nem tem Roque (Torre), encontra-se em situação de muita debilidade face ao jogo. É por isso que, quando alguém se encontra perdido, não tem orientação ou tem falta de tino, se diz que “não tem Rei, nem Roque”.

Em razão dos comportamentos errantes que tem vindo a assumir nos últimos tempos, poderá esta expressão ser aplicada ao Fundo Monetário Internacional (FMI)?

Procurarei mostrar que sim.

As notícias que nos têm chegado a propósito dos comportamentos do FMI causam em todos a maior perplexidade e preocupação. Tradicionalmente, conhecia-se bem o tipo de intervenções que o FMI realizava nos países que entendiam pedir o seu apoio. A configuração dessa intervenção tem, no entanto, sofrido alteração nos últimos tempos, senão em todos, pelo menos em alguns desses países.

A principal motivação da intervenção do FMI era (e provavelmente ainda é) a de levar os países “apoiados” a resolver os problemas de desequilíbrio das suas contas externas. Esta intervenção tendia a caracterizar-se por um mesmo padrão de receita: a desvalorização da moeda, a desregulamentação da intervenção do Estado na economia e a promoção do setor exportador, em e com prejuízo dos restantes setores da economia.

Estes ingredientes da receita tendiam a reforçar-se mutuamente. Tudo deveria ser feito para promover as exportações, recorrendo-se para isso à desvalorização dos recursos nacionais (trabalho, bens e serviços, matérias primas e produtos intermédios) e à destruição da ação interventora e orientadora do Estado.

Por ex., a desvalorização da moeda tinha como consequência, a diminuição do preço das exportações, o aumento do preço das importações e a desvalorização do preço da força de trabalho (na medida em que, mesmo mantendo-se nominalmente constantes, por via da desvalorização, sofriam uma forte diminuição em termos reais). Crê-se, assim, que com estas medidas de política as exportações se tornam mais competitivas e que o equilíbrio das contas externas do país tenderá a obter-se.

A receita é sempre a mesma, independentemente do grau de desenvolvimento dos países, do seu grau de industrialização, da qualificação da mão-de-obra, dos enquadramentos sociais e culturais, etc. É por aí que, ainda hoje, passam a maioria das intervenções do FMI.

No entanto, a configuração das intervenções acima referidas parece ter começado a alterar-se. Com efeito, ela pressupunha que os países intervencionados possuíam soberania monetária e que podiam, nessas condições, proceder a desvalorizações da moeda.

Os movimentos de integração e, em particular, a integração europeia vieram modificar algumas das peças deste xadrez: para procederem a ajustamentos nas contas externas passaram a restar aos Estados sujeitos à integração as políticas orçamentais e fiscais. Esse ajustamento implica a promoção do crescimento económico, de que as políticas orçamentais e fiscais passaram a ser o único instrumento.

Neste campo de batalha surgem, entretanto, sem fundamentação credível, dois outros objetivos, a redução do deficit das contas públicas e do nível das despesas públicas, para níveis reduzidos. E aí vemos surgir um outro exército pronto a atacar o exercício das soberanias nacionais e que é constituído pela a Comissão Europeia (CE) e pelo Banco Central Europeu.

Acontece que o prosseguimento dos objetivos relativos às contas públicas e às despesas públicas revelaram-se contraditórios com o da promoção do crescimento, condição indispensável para que se possa superar o deficit das contas externas. Para que este acontecesse era necessário afetar-lhe recursos públicos, mas isso é contraditório com o objetivo da redução do deficit e da despesa pública. 

Em consequência, torna-se evidente que as políticas que têm vindo a ser seguidas, não têm qualquer consistência e só servem, como temos vindo a verificar, para aprofundar os bloqueamentos em que cada vez mais se encontram os países designados como “países da crise”, de que Portugal é um bom exemplo.

Entretanto, se as intervenções no terreno mostram que, quer o Governo, quer a “Troica”, agem como se não se apercebessem da contradição acima enunciada, também é verdade que temos vindo a assistir a declarações dos mais altos dirigentes do FMI (por ex. as do o anterior e a nova Diretora-geral do FMI e as do seu economista-chefe) chamando a atenção para que as políticas de austeridade, sem mais, conduzem os países para um beco de empobrecimento sem saída.

Assim parece que no FMI reina um grande desnorte, ou incapacidade de quem manda, para fazer a sua máquina e os seus funcionários seguirem as orientações, ou princípios, enunciados através daquelas declarações (vide o recente relatório elaborado a pedido do Governo português).

Aqui chegados creio que não restam dúvidas de que nas tropas do FMI reina uma grande falta de disciplina que não pode conduzir senão à perda da batalha dos objetivos que o FMI se propõe atingir.

O FMI, já não possui o Rei, já não possui a Torre, nem é capaz de rocar. A curto, médio, ou longo prazo, terá a batalha perdida. Com isso pouco teríamos que nos preocupar, não fosse a devastação económica e social que os seus experimentalismos têm vindo a produzir sobre países de intervenção e, em particular, sobre a sociedade portuguesa.

De fato, o FMI NÃO TEM REI, NEM ROQUE.