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20 junho 2012

O Futuro que Queremos
Erradicar a Pobreza, Economia Verde, Desenvolvimento Equitativo e Sustentável

Começa hoje, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas que tem como objectivo assegurar um compromisso político renovado com o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso feito até ao momento e as lacunas que ainda existem na implementação dos resultados dos principais encontros sobre desenvolvimento sustentável, além de abordar os novos desafios emergentes.

Só dentro de dias se conhecerá o resultado final desta reunião política de alto nível, que junta Chefes de Estado e de Governo de todo o mundo, mas é de supor que seja adoptado o documento que já mereceu entendimento prévio e que tem por título O futuro que queremos

É de saudar o relevo dado neste documento a dois temas principais: a erradicação da pobreza e a economia verde, coordenadas fundamentais para um desenvolvimento que se pretende justo, equitativo e sustentável.

Estaremos perante um facto histórico relevante se da Conferência vier a resultar um sério e concreto compromisso político mundial no sentido de empreender o caminho de um desenvolvimento sustentável que recentre o seu objectivo na eliminação da pobreza e na viabilização da economia verde.

No que se refere à erradicação da pobreza, é positivo que se tome consciência de que estão ainda por cumprir os Objectivos de Milénio e as metas então fixadas e que os responsáveis políticos se empenhem, com renovada determinação, em pôr termo á fome no mundo e a outros flagelos que caracterizam a pobreza.

Promete-se lutar por sociedades que sejam justas, equitativas e para alcançar a estabilidade económica e o crescimento que a todos beneficie.

Não subestimo a importância de que se reveste um compromisso político a nível mundial. Todavia, nada, por ora, podemos dizer acerca do seu verdadeiro alcance.

As votações de pormenor sobre os aspectos institucionais implicados, incluindo o  volume e a alocação de recursos humanos e financeiros destinados à implementação do que for acordado servirão de test de fiabilidade juntamente com o nível e o tipo de monitorização definida.

23 março 2012

Porquê apostar na economia verde?

A economia verde é o futuro. Parte de um caminho sensível como o da sustentabilidade mas só consegue atingir os seus objectivos mediante uma nova estratégia que passa pela cultura e pela legislação.

Os seus três pilares, inseridos no âmbito da responsabilidade social dos estados e das empresas, são: o ambiente, o social e o económico.

Economia verde e ambiente preocupam-se com tudo o que está relacionado com o impacto da actividade humana e do planeta, desde os recursos sustentáveis ao dos esgotáveis, à produção dos agentes causadores da poluição e do aquecimento global. Também não lhe são estranhas as preocupações da sustentabilidade dos recursos humanos e o direito ao trabalho digno, o combate à pobreza, a não discriminação de género, de nacionalidade ou de proveniência geográfica.

A economia verde é uma economia que defende a vida.

Perante a presente crise, a economia verde apresenta-se com boas perspectivas para transformar a crise em oportunidade, anuncia uma nova era como aquela que já se observa nas energias renováveis. A economia verde aposta nos novos produtos, tornando-os mais eficientes: na gestão dos recursos finitos ou através das reciclagens, reduzindo os desperdícios e consumos desnecessários e adaptando uma estratégia eco eficiente com vantagens para a actual retoma económica.

A economia verde passa também pela formação e pela atitude dos consumidores. Para além das empresas, é preciso melhorar a receptividade dos consumidores para uma maior eficiência nas suas compras e até do seu estilo de consumo; é por isso necessário incrementar medidas de educação e formação específica dos consumidores, aumentar a sensibilização junto das comunidades para estas preferirem e defenderem esta nova economia.

Muitos dos actuais processos produtivos estão postos em causa pela ocupação das terras de forma intensiva e a utilização de produtos químicos que as esterilizam. O trabalho verde é protector ao produzir bens e alimentos sustentáveis registados na agricultura biológica e ao usar os processos naturais destinados a mercados próprios, estando a aumentar o seu potencial à medida que se toma consciência da sua importância para a protecção da saúde e da biodiversidade.

Segundo um estudo da OCDE, o mundo tem necessidade de aumentar o consumo de energia em mais de 49% nos próximos anos. Isso responsabiliza-nos pela opção de escolher as fontes da energia a que vamos recorrer. A economia verde só aceita energias renováveis pelo que estas irão certamente crescer. A economia verde está apostada em todas as frentes, não pelo seu custo económico só por si, mas pela relação do valor eficiência e sustentabilidade ambiental. Acreditamos que será mesmo o motor o futuro.

No nosso País só temos a ganhar se apostarmos no futuro, porque a nossa energia é renovável e passa pelas amplas possibilidades que temos nas energias verdes, mesmo que agora necessitem de apoios financeiros e económicos. Também já possuímos alguma tecnologia própria e o número de empregos neste sector já atinge cerca de 12 mil. Dispomos, pois, de um enorme potencial de crescimento económico que urge implementar e aproveitar, criando mais emprego verde e digno.

Em Portugal há exemplos e conhecimentos neste domínio que podemos aproveitar, e dispomos até de produtos naturais excepcionais, como é o caso da cortiça e de outros produtos florestais. Existem também potencialidades de exportação de produtos biológicos de qualidade, como o azeite, o vinho e os frutos.

Em síntese, pode afirmar-se que há todo um potencial que dá esperança na economia verde e que vale a pena  desenvolver mais empregos verdes, aumentar a investigação, racionalizar, reabilitar, reciclar, reflorestar e aproveitar tudo o que a natureza nos privilegia: o sol, a água, o mar e a terra.

João Lourenço (Membro do grupo Economia e Sociedade)