Como é bom
saborear a água fresca, na concha da mão, quando ela está a brotar da nascente
da montanha!
Que prazer,
ouvir a água a saltar sobre as pedras do regato da montanha e escutar os
passarinhos chilreando por entre os ramos dos salgueiros!
Que grande
progresso foi adquirido quando deixamos de ir à fonte buscar água, de caneco ao
ombro, para a vermos jorrar abundante, límpida e pura, apenas, com o simples
gesto de abrir a torneira!
A água
trazia-nos alegria e felicidade. Trazia-nos, mas vai deixar de nos trazer. Com
efeito, todos temos vindo a ouvir nos últimos tempos a argumentação que defende
a privatização do que até agora foi o serviço público da água. Argumentos
idênticos têm sido utilizados para defender a privatização de outros serviços
públicos como por ex., a saúde, a educação, os transportes, etc.
O argumento
principal é o de que as empresas privadas, melhor que o Estado, podem e sabem
gerir esses serviços e, em consequência, prestar serviços de qualidade aos
cidadãos. Poucos se têm lembrado de que, se a justificação é a de uma melhor
gestão, então o que há a fazer não é a privatização, mas sim a melhoria a
gestão. Está longe de se ter demonstrado que a eventual má gestão dos serviços
públicos pelo Estado seja uma característica genética destes, que impeça que as
melhorias sejam possíveis.
Serve este
alerta que é, também, uma denúncia, para chamar a atenção para um vídeo, absolutamente notável,
que denuncia a cabala que está por detrás do negócio da privatização da água,
envolvendo não apenas os grandes poderes económicos e financeiros mas, pelo
menos neste caso, também de serviços da Comissão Europeia. Aconselho vivamente que o vídeo seja visto.
Para ver o
vídeo, carregar aqui.
Nota: Se quiser ver as legendas em português basta
carregar no 1ª botão ao fundo do lado direito (ativar legendas).
